Camargo Correa: explodiu o escândalo da maior de todas empreiteiras

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O Antagonista revelou dias atrás que a Polícia Federal apreendeu planilhas, contratos e recibos com mais de R$ 11 milhões pagos pela Camargo Corrêa a Márcio Thomaz Bastos e a uma dezena de escritórios de advocacia no âmbito das investigações da Operação Castelo de Areia.
O valor, porém, é quase quatro vezes maior. Em sua delação, Antonio Palocci disse que a Camargo Corrêa pagou um total de R$ 40 milhões.
Nesse valor, estariam os “5 milhões” que o ex-ministro afirma terem sido usados para a compra de uma liminar que travou a operação. Como mostramos em primeira mão, a cifra coincide com dois repasses feitos pela empreiteira logo após duas importantes decisões judiciais sobre o caso.
Segundo Palocci, Thomaz Bastos teria lhe dito que “pagou 5” no exterior, o que criou certa confusão na investigação sobre qual seria a moeda utilizada: dólares ou reais. Com os novos dados, a PF desconfia que não foram US$ 5 milhões, mas o equivalente a R$ 5 milhões na moeda americana.
Como revelamos em ago…

"Queiroz vai delatar", sinaliza o Ministério Público Federal

Não foi gratuita a estratégia de quebrar o sigilo bancário de tantos funcionários do antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, para além dos sigilos do próprio Flávio e de Fabrício Queiroz.

São dois os objetivos dos investigadores do caso.

Primeiro, tentam descobrir fluxos de dinheiro que vinham passando despercebidos aos olhos do Ministério Público, e o possível envolvimento de outros funcionários na rachadinha.

Também miram nos peixes pequenos do suposto esquema, que, ameaçados, possam se interessar por uma delação premiada.


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