Polícia Federal deflagra operação contra "laranjas" usados na campanha eleitoral em 2018

Imagem
A Polícia Federal deflagrou hoje (11/12) a Operação Títeres*, que tem o objetivo de investigar associação criminosa que seria responsável por fraudes e desvios de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha durante o pleito eleitoral de 2018.
Policiais Federais cumprem 06 mandados de Busca e Apreensão em Boa Vista, Roraima. Os mandados foram expedidos pela justiça da 1ª Zona Eleitoral de Roraima, após representação da Autoridade Policial pelas medidas e manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral.
As investigações tiveram início após constatação que determinado partido político, em Roraima, obteve um índice de “custo de votos em reais” referente às candidatas ao cargo de deputado federal ou estadual vinte vezes superior à média brasileira.
Com a análise dos dados, a PF identificou candidatas aos referidos cargos que, apesar dos recursos recebidos, obtiveram um número irrisório de votos. Certa candidata teria recebido quase R$ 105.000,00 e obtido apenas 9 v…

Lava Jato descobre lavagem de dinheiro em 52 países envolvendo autoridades brasileiras

A operação Lava Jato descobriu um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado mais de 1,6 bilhão de dólares (5,6 bilhões de reais) em 52 países. A operação, que recebeu o nome de Câmbio, Desligo foi desencadeada com base nas delações de dois dos principais doleiros do país, Vinicius Claret e Cláudio Barbosa.

O principal alvo da operação é o doleiro Dário Messer, que já foi investigado nos esquemas do Banestado, Mensalão e Swiss Leaks. Ele seria o mentor de Claret e Barbosa. Amigo de celebridades como o ex-jogador Ronaldo Nazário, o Ronaldo Fenêmeno, a atuação de Messer no mercado paralelo é antiga: foi acusado em 2005 por outros doleiros durante a Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos do Senado de ser "o principal doleiro do Partido dos Trabalhadores" já em 2002. Acredita-se que ele esteja no Paraguai, já que ele possui dupla cidadania e não foi localizado pela Polícia em sua residência no Rio de Janeiro.

Os suspeitos teriam integrado um sistema chamado Bank Drop, que consiste na remessa de dinheiro ao exterior através de “dólar-cabo”, forma de envio de valores que não passa pelas instituições financeiras reguladas pelo Banco Central. O grupo operou entra 2010 e 2016, e durante alguns períodos chegou a movimentar um milhão de reais por dia.


Comentários

MAIS LIDAS

Aberração | Filhas solteiras de senadores ganham 33 mil reais. "Isso vai acabar", diz Bolsonaro

Goooooool! | Governo decide acabar com auxílio-reclusão

Deputados querem "gorjeta' de R$ 10 milhões pra votarem a Reforma da Previdência