Moro escondeu mais do que se pode imginar

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O TRF-4 precisa dar satisfação ao povo brasileiro sobre a conduta irregular do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.
O traidor da Pátria reconhece a veracidade das mensagens do Telegram divulgadas pelo TheIntecerptBrasil. Quando afirmou que deu palestras e doou o dinheiro pra "caridade", Moro assinou a sua culpa. Além disso, ele tenta esconder o crime que cometeu quando não declarou as palestras que havia dado desrespeitando a resolução do CNJ.
Afinal, pra que serve a estrutura do TRF-4? Depois de tudo que foi revelado até o momento nota-se que Sergio Moro faz pouco caso do órgão.

Acusação de homicídio foi enterrada junto com os mortos

O Tribunal de Justiça trancou a denúncia de homicídio contra a SAMARCO, responsável pelo crime ambiental ocorrido em Mariana, Minas Gerais.

O Ministério Público Federal reagiu e divulgou a seguinte nota:


"Com relação à decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região no HC 1033377-47.2018.4.01.0000, que trancou a acusação de homicídio para todos os réus da ação penal originada do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), o Ministério Público Federal - MPF (#MPF), por meio da força-tarefa que atua nas ações envolvendo o desastre socioambiental, reitera que a acusação de homicídio doloso tinha - e continua tendo - amplo respaldo nas provas dos autos.

O desmoronamento da barragem, a inundação, os danos socioambientais e as mortes eram previstos pelas empresas, conforme inúmeras provas juntadas ao processo. Se o resultado morte adveio de uma conduta dolosa [assunção do risco de causá-las], a cominação legal é de prática de homicídio.

A força-tarefa entende que haveria apenas o crime de inundação se o resultado morte não tivesse sido previsto e assumido com a operação do empreendimento dentro de um cenário de risco proibido. Fato é que todos os resultados - desmoronamento, inundação, danos socioambientais e mortes - foram cabalmente previstos pelas empresas, tendo sido registrados em relatórios e atas de reuniões, conforme inclusive prova um documento em especial: relatório interno da Samarco previa, em caso de rompimento da barragem, a possibilidade de causação de até 20 mortes. Essa previsão mostrou-se assustadoramente correta, já que 19 pessoas perderam a vida em decorrência do rompimento de Fundão. A questão é que os acusados, cientes dos riscos, preferiram ignorá-los num contexto em que outros fatores, como aumento dos lucros, preponderaram.

Por fim, o MPF respeita a decisão, mas lamenta que o julgamento dessa conduta vá ser impedido por uma decisão proferida em sede de habeas corpus, instrumento não destinado a analisar provas. Essa circunstância sobressai, especialmente num processo que se caracteriza por prova de imensa complexidade, com cerca de 170 volumes de documentação."

O que você acha sobre a decisão da Justiça?


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