Camargo Correa: explodiu o escândalo da maior de todas empreiteiras

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O Antagonista revelou dias atrás que a Polícia Federal apreendeu planilhas, contratos e recibos com mais de R$ 11 milhões pagos pela Camargo Corrêa a Márcio Thomaz Bastos e a uma dezena de escritórios de advocacia no âmbito das investigações da Operação Castelo de Areia.
O valor, porém, é quase quatro vezes maior. Em sua delação, Antonio Palocci disse que a Camargo Corrêa pagou um total de R$ 40 milhões.
Nesse valor, estariam os “5 milhões” que o ex-ministro afirma terem sido usados para a compra de uma liminar que travou a operação. Como mostramos em primeira mão, a cifra coincide com dois repasses feitos pela empreiteira logo após duas importantes decisões judiciais sobre o caso.
Segundo Palocci, Thomaz Bastos teria lhe dito que “pagou 5” no exterior, o que criou certa confusão na investigação sobre qual seria a moeda utilizada: dólares ou reais. Com os novos dados, a PF desconfia que não foram US$ 5 milhões, mas o equivalente a R$ 5 milhões na moeda americana.
Como revelamos em ago…

Política e Poder | Moro desmente Jean Wyllys, acusa Marcelo e inocenta Emerson Setim

Em nota emitida neste sábado (26/1), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado pelo ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro, informou que Marcelo Valle Siqueira Mello, membro do grupo autointitulado “Homens Sanctos”, foi preso em 2018 por fazer ameaças contra o deputado federal Jean Wyllys (PSol). A nota lamenta a decisão do parlamentar de sair do Brasil, mas diz que a acusação dele sobre omissão das autoridades constituídas “não correspondem à realidade”.

Em uma carta para seus companheiros de partido, Jean Wyllys afirmou que as ameaças à sua vida e à de sua família se intensificaram no último ano. O documento diz que a Polícia Federal e o Estado brasileiro se calaram frente às denúncias.

De acordo com a pasta de Moro, a Polícia Federal instaurou diversos inquéritos para apurar ofensas e ameaças contra Wyllys entre 2017 e 2018. As investigações, que ainda estão em andamento, permitiram a identificação de Marcelo Valle Siqueira Mello. O suspeito, membro do “Homens Sanctos” usaria a identidade de Emerson Setim para ofender o parlamentar.

A nota ainda repudia a conduta dos que se valem do anonimato da internet para ameaçar qualquer pessoa, “em especial por preconceitos odiosos”. Wyllys foi o primeiro parlamentar assumidamente gay a defender a causa LGBT no Congresso Nacional.

O deputado anunciou na última quinta (24) que abriria mão de seu terceiro mandato e deixaria o país em razão de ameaças e por temer por sua própria vida. Um dos principais opositores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na última legislatura, ele deverá se refugiar na Espanha.

“Homens Sanctos”

Preso em maio de 2018 pela Polícia Federal, acusado de racismo, ameaça, incitação ao crime e terrorismo via internet, o ex-estudante da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Valle Siqueira Mello (foto abaixo), 32 anos, membro do grupo “Homens Sanctos”, foi condenado a 41 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em dezembro de 2018 pela14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Marcelo, que é analista de sistemas, havia sido preso durante a Operação Bravata da PF e é apontado pelo Ministério da Justiça como um dos autores das ameaças a Jean Wyllys. Ele já havia sido mandado para a cadeia em 2012 acusado de arquitetar um massacre contra alunos da UnB. Ficou detido no Paraná por 1 ano e 6 meses.

Ao ganhar o direito de cumprir o restante da pena solto, voltou a criar páginas anônimas para atacar e ameaçar mulheres, negros e homossexuais. Uma delas ensinava como cometer estupros. Agora, ele não pode mais recorrer em liberdade. Além disso, ele costumava denunciar às autoridades postagens anônimas produzidas por ele mesmo, a fim de tentar se manter longe de suspeitas.

Valle também foi condenado a pagar R$ 1 milhão a título de reparação de danos e ao pagamento de 678 dias-multa. A quantia será destinada a programas educativos e de combate aos crimes cibernéticos.




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